sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

PM em Greve na Bahia; Salvador registra 13 homicídios em cerca de cinco horas, informa SSP



Quatro corpos foram encontrados na Av. Jorge Amado.
Polícia tem mais quatro homicídios a serem confirmados nesta manhã. 

Do G1 BA
Entre as 1h45 e as 6h11 desta sexta-feira (3), a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP) registrou 13 homicídios em Salvador e região metropolitana, um intervalo de aproximadamente cinco horas. Além destes, a informação de outros quatro homicídios, dois em uma localidade conhecida como Golfo Pérsico, na Boca do Rio e outros dois em Vila Canária, podem ser confirmados ainda nesta manhã.
Os 13 casos confirmados nas cerca de cinco horas desta sexta já se equiparam a todos os casos registrados nas 24 horas de quinta-feira (2). Já na quarta-feira (1) a SSP registrou sete homicídios.
Do total de 13 vítimas já confirmadas, quatro corpos foram encontrados na região da Avenida Jorge Amado, no bairro de Pituaçu. De acordo com as informações da polícia, por conta da proximidade em que os corpos foram encontrados, a primeira hipótese levantada pelos investigadores é a de que possa ter acontecido uma chacina no bairro. 
Já no bairro do Sete de Abril, uma mulher de 39 anos e um adolescente de 17 foram mortos na frente de casa. As primeiras informações da polícia dão conta de que se tratavam de mãe e filho, mortos por volta das 6h.
Crimes foram registrados também na Engomadeira, na Baixa do Fiscal, em Jaguaripe e em Ipitanga, já na região metropolitana. Todos os homicídios foram decorrentes de disparos de armas de fogo.
Segurança na capital
Desembarcaram por volta da 0h na Base Aérea de Salvador cerca de 150 policiais da Força Nacional de Segurança. Eles chegaram à capital baiana após pedido do governo do estado, que solicitou apoio por conta da paralisação parcial da Polícia Militar. De acordo com informações do secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, outros 500 policiais da Força Nacional de Segurança devem chegar à capital no prazo de 48 horas.
Na manhã desta sexta-feira, homens do Exército circulavam pelas avenidas da capital baiana. Eles saíram dos quartéis para fazer o policiamento das ruas por causa da ausência de policiais que já estão em seu quarto dia de greve.
Desde a madrugada de quarta-feira (1), sindicalistas filiados à Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra) ocupam a sede da Assembleia Legislativa, situada no CAB, em estado de greve. Na ocasião, Marco Prisco, presidente da Associação, informou que os manifestantes só sairão do local após serem atendidos por algum representante do governo do estado.
O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, juntamente com o Comando da Polícia Militar, se reuniu na manhã desta sexta com representantes de associações da categoria policial para discutir as questões trabalhistas reivindicadas pela categoria. De acordo com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP), essas reuniões já vinham ocorrendo e o governo não discute a legitimidade das reivindicações dos policiais, mas sim a forma com que está sendo abordada por parte da categoria.
Na quinta-feira (2), a paralisação de parte dos policiais militares da Bahia foi considerada irregular, de acordo com uma liminar expedida pelo juiz Ruy Eduardo Brito, da 6ª Vara da Fazenda Pública. O juiz determinou a imediata retomada das atividades pelos policiais vinculados à Aspra. A multa estipulada para os policiais parados que não assumirem seus postos de trabalho é de R$ 80 mil.
Comando da PM diz que não há previsão de negociação com policiais grevistas (Foto: Reprodução/ TV Bahia)Exército faz policiamento em ruas de Salvador
(Foto: Reprodução/ TV Bahia)
O Comando da Polícia Militar também diz que não há previsão de negociação com os grevistas por causa da suspeita de envolvimento policial em ações que estariam provocando pânico na população de Salvador e de cidades do interior do estado.
“A apresentação de razões de crime está sendo feita. Eu não posso chegar aqui e dizer a vocês que não está, porque a gente tá, nesse caso, prevaricando, a Polícia Civil está integrada com a Polícia Militar em ações que visam debelar e conduzir essas pessoas à Justiça”, afirma o Coronel Alfredo Castro, comandante geral da PM.
Segundo informações do Comando da Polícia Militar, a Bahia tem 31 mil policiais, mas o comando não sabe o número exato daqueles que estão participando da greve.
As lideranças do movimento negam ter promovido ações que tenham causado pânico à população. “Enquanto a negociação não ocorrer e nossas pautas não forem aceitas, o movimento continua firme e forte aqui na Assembleia Legislativa”, diz Marco Prisco, presidente da Aspra.
Fonte: G1 Bahia.
Saiba mais:


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Policiais Militares de Jequié realizam protestos ao governo da Bahia; Greve da PM continua forte

Os policiais militares de Jequié realizaram uma passeata pelo centro da cidade de Jequié em protesto ao governo do estado, que não cumpriu com sua obrigação, de oferecer salários dignos e justos aos policiais militares da Bahia. A passeata foi para mobilizar a população jequieense que a PM está reivindicado direitos que não são repassados pelo governo aos vencimentos dos policiais baianos, desta forma, a passeata serviu para que a população fica a favor da classe policial e entenda que as melhorias na segurança é um bem de todos os cidadãos.

Policiais militares de Jequié cantaram o hino da Força Invicta e o hino Nacional em protesto ao governo do estado, que não cumpre a lei de remuneração da GAP e não repassa outras vantagens que possuem os policiais militares do estado da Bahia.


Os policiais militares estão acampados desde o dia 01 de fevereiro na Câmara de Vereadores de Jequié, onde, são realizadas assembleias para organizar todo o movimento reivindicatório em prol de cumprimento da lei, para que o governador do estado comece a pagar a Gratificação Adicional por Produtividade de Nível V ( GAP V). Atualmente, os policiais estão a mais de dez anos recebendo a GAP III, que já era para está a muito tempo no Nível V e fora outras vantagens que o governo não repassa para os vencimentos dos PMs, como, insalubridade e periculosidade, bem como, o cumprimento das lei de anistia para reintegrar policiais demitidos em greves de anos anteriores.

Este movimento não é para prejudicar os cidadãos baianos e sim para reivindicar diritos perdidos no decorrer dos anos e que o governador Jaques Wagner não repassa aos vencimentos dos policiais militares. A  população merece um polícia digna e bem estruturada para defender a todos e com isso, segue o movimento reivindicatório dos PMs.

Veja as fotos da passeata no centro de Jequié que aconteceu nesta sexta-feira 03 de fevereiro 2011.                                                    








 






quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Caos na Bahia, greve da PM está causando impacto.

Secretário de Segurança anuncia chegada da Força Nacional na Bahia.


Do G1 BA


Temendo crimes, comerciantes fecham lojas mais cedo em bairros de Salvador (Foto: Imagens/ TVBA)Temendo crimes, comerciantes fecham lojas mais
cedo em bairros de Salvador (Foto: Imagens/ TVBA)
O secretário de segurança pública da Bahia, Maurício Barbosa, anunciou em coletiva à imprensa, no início da noite desta quinta-feira (2), que o governo do estado solicitou apoio da Força Nacional de Segurança, por conta da paralisação parcial da Polícia Militar. De acordo com o secretário, 150 policiais chegam à capital baiana ainda nesta noite. Outros 500 devem chegar no prazo de 48 horas.
O comandante geral da PM, coronel Alfredo Braga de Castro, também participa da coletiva.
Ainda segundo Maurício Barbosa, dois terços do efetivo da PM está trabalhando em toda a Bahia. A PM anunciou também nesta quinta o reforço no policiamento das cidades de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador, e de Ilhéus, no sul da Bahia. Outras unidades da PM foram deslocadas para os dois municípios por conta dos arrastões ocorridos no local e do clima de pânico da população.
Arrastões
Em Salvador, diversos bairros tiveram suas lojas fechadas antes do horário normal nesta quinta-feira (2). A Avenida Sete de Setembro, localizada no centro da capital, onde há o maior número de lojas e centros comerciais da capital, os comerciantes também fecharam as lojas mais cedo.
A população receia a ação de criminosos por conta da greve parcial da polícia militar. O G1entrou em contato com algumas delegacias que cobrem áreas como o Subúrbio e o Centro da cidade, mas a polícia nega que tenha registrado "arrastões". A paralisação de parte dos policiais militares da Bahia foi considerada irregular, de acordo com uma liminar expedida na manhã desta quinta-feira pelo juiz Ruy Eduardo Brito, da 6ª Vara da Fazenda Pública.
O juiz determina a imediata retomada das atividades pelos policiais vinculados à Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra), que decretaram greve. A multa estipulada para os policiais parados que não assumirem seus postos de trabalho é de R$ 80 mil.
O presidente da Aspra, Marco Prisco, disse por telefone que não foi informado sobre a liminar e que vai tomar providências legais para evitar a aplicação da multa.
Desde a madrugada de quarta-feira (1), sindicalistas filiados à Aspra ocupam a sede da Assembleia Legislativa, situada no CAB, em estado de greve. Na ocasião, Marco Prisco informou que os manifestantes só sairão do local após serem atendidos por algum representante do governo do estado.
Interior do estado
O Comando da Polícia Militar da Bahia informou que devido ao clima de tensão e aos arrastões realizados em Feira de Santana, em virtude da paralisação da PM na cidade, reforçou a segurança no município, que fica a cerca de 100 km de Salvador, e em Ilhéus, no sul do estado. Relatos de moradores de Feira de Santana informam que a cidade está sem transporte coletivo e que várias lojas do comércio foram fechadas, como forma de prevenção a saques.