segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Tabela da GAP ( Gratificação de Atividade Policial ) da PM baiana.


Para quem não conhece e ouviu muito se falar em GAP IV e GAP V nos últimos dias, entenda como funciona essa Gratificação nos vencimentos dos Policiais Militares da Bahia. Em que, pleitearam junto ao governador do estado da Bahia, o imediato pagamento da GAP V este ano e que foi negado pelo governador Jaques Wagner. No qual, alegou falta de recursos para implantação da GAP V este ano, e prometeu pagar as gratificações escalonada até 2015, ficando este pagamento da seguinte forma:

GAP IV incorporado ao Soldo de R$ 625,00 em Novembro de 2012 e outra parte em Abril de 2013, isso dividida. Já a GAP V será paga também em duas partes, incorporada ao soldo, que é um salário mínimo vigente em novembro de 2014 e a outra parte em novembro de 2015.

Veja a Tabela da GAP ( Gratificação de Atividade Policial )


É essa Gratificação que todo Policial Militar recebe por mês para combater a criminalidade na Bahia e defender as vidas dos baianos. Atualmente um Soldado da PM recebe de salário bruto R$ 2.020, 93, conforme a tabela acima, que é a junção do Soldo de R$ 566,44 mais a GAP III que é no valor de R$ 1.454,49.

A diferença da GAP III para a IV é de apenas R$ 277,69 e da GAP IV para a V é de R$ 321,46. E o Governador fez tanto barulho para o não pagamento destas gratificações em apenas dois anos, já que os policiais queriam o pagamento da GAP IV para março de 2012 e a GAP V para ser paga em março de 2013. Segundo as Associações de Praças da PM, essa seria a melhor forma de acordo entre governo e Policiais.

Foi por esta razão a indignação de a tropa da PM em voltar aos Serviços Ordinários, porém, voltaram em respeito a Sociedade. Pois, somente receberam a GAP em 2015 já com valores defasados.

Esse é o Governo que todos merecem!!!

Mesmo sem greve, mortes continuam em Salvador


Região Metropolitana de Salvador


O fim, na noite de sábado, da greve que a Polícia Militar da Bahia vinha promovendo desde o dia 31 não ajudou a diminuir os homicídios na Região Metropolitana de Salvador. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), na madrugada de domingo houve 13 assassinatos na região – 9 na capital. Os números são idênticos aos da sexta-feira e seguem a média dos últimos cinco dias na região, de 12,8 casos.
Desde o início da greve, foram 178 assassinatos na região, média de 14,8 homicídios diários, mais que do que dobro da registrada no período imediatamente anterior ao início da greve, de 6,7 casos por dia. Apesar de o mês ainda não ter chegado à metade, o montante de casos já faz este mês ser o fevereiro mais violento na região desde que começou a ser aplicada, pela SSP, a atual metodologia de estatísticas, em 2009. No ano passado, durante todo o mês, foram registrados 171 homicídios na região, antes 172 homicídios em 2010 e 144 em 2009. (Estadão).
Fonte. RIUS.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Greve da PM atinge pré-Carnaval em Salvador, turismo tem impacto


A paralisação da Polícia Militar da Bahia começava a tirar parte do brilho das tradicionais festas pré-Carnaval de Salvador e, a dez dias do início da festa, já tinha impacto negativo na época mais lucrativa para o turismo da cidade.
bahia
Os hotéis da capital da Bahia negam haver uma desistência em série de foliões, mas relatam preocupação dos visitantes, sobretudo dos estrangeiros
Desde o início da greve, em 31 de janeiro, foram registrados 130 homicídios no Estado e a paralisação, que chegou ao nono dia na quarta-feira, elevou os índices de roubos, assaltos e homicídios daBahia, Estado que tem uma das maiores taxas de criminalidade do país.
Com o Carnaval de rua de Salvador, um dos maiores do mundo, a cidade tinha a expectativa de atrair 2 milhões de foliões neste ano, 500 mil deles estrangeiros, segundo a empresa municipal de turismo. A festa gera cerca de 210 mil empregos.
– Ôôô, o Carnaval acabou– gritaram em coro policiais grevistas do lado de fora da Assembleia Legislativa, em Salvador, onde cerca de 300 policiais militares estão acampados desde o início da greve na terça-feira da semana passada.
Próximos ao cerco que tropas federais impõem à Assembleia, os manifestantes entoaram um coro que expressa um sentimento que o setor de turismo tenta evitar diante do aumento das tensões.
Atrações pré-Carnaval, que teriam a participação de estrelas disputadas como Ivete Sangalo e Claudia Leitte, foram canceladas devido à greve, e operadores de turismo já contabilizam desistências devido à paralisação.
– O impacto já houve, está acontecendo e é grande. Turismo é muito sensível e vai haver uma diminuição das vendas–  disse o presidente da seção baiana da Associação Brasileira das Agências de Viagens, Pedro Galvão. “A imagem da Bahia já foi afetada, arranhada pela greve.”
Cerca de 10% do total dos pacotes fechados foram cancelados desde o início da paralisação, segundo Galvão, que previu desistências maiores caso o movimento não seja encerrado esta semana.
Os hotéis de Salvador negam haver uma desistência em série de foliões, mas relatam preocupação dos turistas, sobretudo dos estrangeiros.
– Os turistas estrangeiros estão ligando para saber. Quem não comprou ainda está aguardando o desfecho, ainda tem uma semana que será crucial– disse o gerente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis na Bahia, Luis Blanc.
Mais de 3 mil homens das Forças Armadas, da Polícia Federal e da Força Nacional de segurança Pública foram enviados às ruas da Bahia para manter a ordem durante a greve, que é apoiada por cerca de 20% dos 31 mil policiais militares, segundo estimativas da PM baiana.
Os policiais grevistas pedem reajuste salarial e incremento nas gratificações. O governo Jacques Wagner (PT) ofereceu reajuste de 6,5% retroativo a 1o de janeiro e aumento escalonado nas gratificações.
O maior impasse para um acordo, no entanto, é a reivindicação de que sejam revogados 12 mandados de prisão emitidos contra líderes da paralisação e para que os participantes da greve sejam anistiados. O governo baiano rejeita os dois pedidos.
Sem um acordo entre grevistas e governo, a situação voltou a ficar tensa em frente à Assembleia Legislativa na manhã desta quarta. Mil soldados do Exército que cercam o prédio desde segunda-feira fecharam todos os acessos, impedindo a entrada de pessoas e mantimentos.
Cartões-postais da cidade, como o Pelourinho e o Farol da Barra, estão sendo patrulhados pelos homens do Exército, mas em outras ruas menos disputadas da cidade, poucos deles eram vistos.

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